Por José Stanley – 24 de maio de 2026
Compartilho em duas partes situações de superação e resiliência onde estão presentes três atores do post anterior: O Soberano Deus, meu filho mais velho e eu.
PARTE 1. A retirada do cargo comissionado: perder a posição, não o propósito
Há poucos dias, fui surpreendido pela decisão dos gestores dos quais sou subordinado, de que eu deixaria o cargo comissionado que ocupava desde a minha chegada à Autarquia. A notícia chegou como um balde de água fria: a estabilidade que eu havia construído, os projetos que esperava liderar e a visibilidade que a função trazia desapareceram de um dia para o outro.
A saída do cargo não foi motivada por desempenho, mas por uma combinação de “tratativas” e “negociações” envolvendo chefias e colegas de trabalho, um dos quais era meu subordinado e que agora será o meu líder direto. Situações desse tipo, embora desagradáveis, são recorrentes no ambiente corporativo, onde alianças e disputas de poder podem influenciar decisões de gestão.
Como cristão busquei na Palavra do Senhor, a Bíblia, entendimento e conforto nessa situação. No livro de Jó 1:21, há uma declaração de fé impressionante: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.”
Este versículo me lembrou que, embora a posição tenha sido tirada, a fonte de toda provisão e dignidade permanece: O Soberano Deus que tudo vê e sustenta!
O que realmente mudou?
- Remuneração: O salário fixo do cargo foi reduzido, passando a depender apenas da minha função efetiva.
- Autoridade formal: Não mais tomarei decisões estratégicas em reuniões com a Gerência/Diretoria e subordinados.
O que permaneceu intacto?
- O emprego: Continuei na empresa, agora como colaborador efetivo, com direitos trabalhistas garantidos.
- A credibilidade: O reconhecimento dos colegas e a confiança que construí ao longo do tempo não foram tirados.
Aprendizados e posturas profissionais mantidas e reforçadas.
- Prioridades – Continuo percebendo que a identidade profissional não pode estar atrelada a um título. Continuarei a focar em resultados tangíveis, independentemente da nomenclatura do cargo.
- Desenvolver habilidades transversais – Investirei mais ainda em uma comunicação assertiva, análise de dados e domínio de sistema de informática, ampliando meu leque de competências.
- Cultivar a resiliência – Transformei a frustração inicial em motivação para buscar novos desafios internos e algumas, entendendo e dominando um novo sistema de gestão das atividades de minha área que está prestes a ser implantado e outras melhorias de processos quando houver espaço para serem discutidas.
- Manter os olhos SEMPRE abertos – Percebi tenho que observar mais atentamente as dinâmicas de poder e a identificar possíveis armadilhas políticas, isso não significa desconfiar de todos, mas estar atento a comportamentos que possam indicar interesses ocultos.
- Redefinir metas de carreira – Em vez de almejar apenas cargos de liderança, passei a traçar objetivos de impacto: liderar iniciativas de inovação e contribuir para a cultura organizacional. Além, de buscar uma fonte de renda alternativa, como por exemplo, oportunidades no “mundo digital”.
O que esperar?
No curto prazo “levantar, sacudir a poeira e dá a volta por cima”. No médio e longo prazo exercitar a melhoria contínua, na certeza de ser uma pessoa melhor e um profissional mais comprometido e atento”.
“Ora a Fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção dos fatos que se não veem”. Hebreus 11:1

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